Índia – Uma viagem

Nova Delhi – Índia – 24 de setembro de 2012

A viagem para a Índia é longa. O primeiro voo, de São Paulo a Londres tem uma duração de 11 horas. Para poder dormir por mais tempo eu tomei um frontal. Dormi praticamente o voo inteiro. O Renato se sentiu um pouco espremido. Pegamos corredor e o assento do lado na fileira do meio que era composta por quatro poltronas. Em Londres achei um livro da série Number one detective. Adorei. O voo para New Delhi teve uma duração de 8 horas. Nesse eu nem precisei tomar o frontal. Dormi por cansaço mesmo.
Chegamos a meia noite. Tínhamos um carro nos esperando. Achamos que nessa hora o trânsito conhecidamente caótico, estaria mais tranquilo. Não foi o caso. Muitos carros na rua e em certo momento estávamos em uma avenida parecida com a marginal indo na direção da cidade. De repente nosso motorista notou que o trânsito estava parado na frente. Nesse momento vimos alguns carros dando a volta no meio da avenida. Nosso motorista não titubeou e fez um u com o carro e voltou na contra mão, assim como muitos outros carros. Todos buzinando um pouco. Os carros vão se acomodando utilizando a buzina como alerta mas sem  violência. Tudo muito orgânico. O hotel, Maidens é grande e bonito. Nosso quarto cabe uma cidade. Tem uma ante sala espaçosa, uma cama quase king size e um banheiro com dois chuveiros e uma banheira deliciosa. Dormimos bem.
No primeiro dia tomamos café (Paratha) farinha com cebola, tomate e queijo e frita. Depois saímos para encontrar Surbhi, Palaki e outro indiano. São amigos da Suo, arquitetos em seu ultimo ano. Fomos conhecer um reservatório de água de mais de 1500 anos.

Agrasen ki Baoli

Situado entre prédios modernos esse monumento histórico não é muito conhecido. O reservatório tem uma grande escadaria com 104 degraus que levam a câmaras onde a água era contida. Pombas por toda parte. Fiquei esperando ser um alvo do cocô das pombas, mas felizmente isso não aconteceu.

 

 

Depois fomos a um templo Bahá’is.  Os Bahá’is acreditam que existe um só Deus. Ele é chamado, nos diversos idiomas de maneiras diferentes (Deus, Alláh, Gott, Jahve, entre outros). Todas as religiões provêm desse mesmo Deus. Assim, os seus fundadores são mensageiros do mesmo Deus. A fila do templo era enorme e era preciso retirar os sapatos para entrar. Os visitantes tinham duas opções: retirar os sapatos e colocá-los em um saco de farinha e deixar o saco do lado de fora ou entrar em uma fila para deixar o saco guardado por funcionários do templo. Antes de entrar no templo filas eram cuidadosamente organizadas e uma pessoa nos explicava que dentro do templo deveríamos ficar em silêncio. As filas na hora de entrar se misturavam e outras pessoas que antes não estavam na fila também entravam sem a menor cerimônia. O silêncio no interior do templo não era completo poiso número de pessoas do lado de fora era muito grande mas o barulho era menor do que se esperaria com tantas pessoas. O jardim do templo era enorme. Um gramado muito bem cuidado. Apesar de muitas placas pedindo para que os visitantes não pisassem na grama, alguns grupos estavam confortavelmente sentados conversando.

Nossa próxima parada foi em uma lanchonete que é muito conhecida por seus doces. Fizemos uma degustação de mais de 5 doces. Os ingredientes mais fáceis de identificar foram cardamomo, nozes, pistache, leite e canela. Tudo muito gostoso. Aproveitamos para almoçar e tive meu primeiro encontro com as especiarias e pimenta da Índia.

Pelo o que eles falaram nada estava muito apimentado. Para meu gosto foi o suficiente. O sabor me surpreendeu. Um dos pratos consistia em uma massa frita, como nosso pastel porem em formato circular e sem nada dentro. Você fura a bolinha, coloca um curry e afunda em uma sopa apimentada. Depois coloca a bolinha inteira na boca e uma explosão de sabores acontece dentro da boca. Comemos também nam e um prato com um lado doce e outro mais apimentado. Foi muito divertido. Nesse ponto estávamos muito cansados e voltamos para o hotel. Eram umas 6 horas da tarde. Aproveitamos para dar um mergulho na enorme piscina cheia de curvas. O hotel é fino e a comida muito cara. Tudo tem um custo aproximado de 800 rupias que equivale a  $ 40,00 ou R$ 80,00. Bão e Renato saíram para achar algo mais barato. Não acharam um Mercado, mas voltaram com pizza e sanduíches comprados na cafeteria de um hospital. Depois de matar a fome fui direto para a cama. Dormi das 8 as 6h30. Deu para descansar.

Ter o Bão e Suo conosco é uma benção. Eles conhecem bem o país e seus costumes. Viajar com eles dá uma tranquilidade ímpar, fora que a companhia é uma delícia. A Be é uma graça e ver suas reações dá um sabor todo especial à essa viagem.

A impressão geral é que tem menos gente na rua do que eu esperava, mas ontem era domingo e talvez hoje eu me surpreenda. A maioria das mulheres se veste com o sari ou com pantalonas e vestido. Os homens vestem calças ou bermudas com camisa e chinelos. As meninas pequenas têm o cabelo bem curtinho e algumas estão com os olhos pintados e aquela mancha vermelha entre os olhos. Todas as mulheres têm cabelos compridos. Devo ser uma visão diferente para todos com meu cabelo tão curto. No hotel os funcionários são muito atenciosos e sempre estão prestando atenção no que estamos fazendo. Na piscina e hoje de manhã quando não tinha cadeiras para todos, rapidamente um funcionário trouxe cadeiras para sentarmos. O movimento lateral da cabeça também é curioso e simpático. Quando perguntamos alguma coisa a resposta nunca é sim ou não, mas sim um gentil balançar da cabeça as vezes repetindo a pergunta ou respondendo sem ser objetivo. Na saída do café da manhã de hoje um funcionário que tinha pedido a assinatura do Renato disse que sua escrita era muito bonita e deu uma risada que certamente queria dizer o contrario. Parece comum esse tipo de atitude, onde falam o que pensam com um sorriso na boca. Não me pareceu maldoso, mas sim bem humorado. Quem sabe é uma herança do humor britânico misturado à espontaneidade dos indianos. I love India.

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