Índia – Cochin – 30 de setembro

Índia – Cochin – 30 de setembro de 2012 – domingo

A jornada para Cochin foi longa. Saímos do hotel as 5 da matina e pegamos um voo de 1h30 para Bombai. No aeroporto esperamos quatro horas até a próxima saída. Aproveitamos para comprar uma nova máquina fotográfica já que perdemos a nossa em Udaipur. Novo voo de 1h30. Vale notar que a segurança no aeroporto é mais rígida do que nos Estados Unidos. Fui revistada todas as vezes que entrei no aeroporto. Sempre por uma mulher. Eles também olham o que tem dentro das bolsas além de passá-las pelo raio x. Chegamos em Cochin as 17h00 e ainda andamos uma hora de carro até chegar ao hotel. Cochin é uma ilha que fica no litoral do sul da Índia. Tem influências portuguesas, holandesas e britânicas. Vasco da Gama morreu aqui e Pedro Alvares Cabraou chegou aqui em 24 de dezembro de 1500. (Li em uma placa). Ficou a dúvida sobre quem manipulou a data (os portugueses ou os indianos).
A cidade também teve uma comunidade judaica e hoje em dia só restam duas famílias.
O hotel (Fort House) fica na beira de um canal. O visual lembra um pouco as pousadas do nordeste. Quartos com varandas e uma área externa entre os quartos cheia de árvores.
Logo que chegamos deixamos as malas e saímos para passear. A lua estava cheia e a cidade apinhada de gente. Mas pensem em apinhado na Índia. Ao chegarmos no porto vimos uma imensidão de pessoas caminhando em direção contraria a nossa. Fizemos uma conta e achamos que tinha em torno de 3.000 pessoas. Tinha um caminho, mas não era largo o suficiente e várias pessoas decidiram vir pelas pedras. Era um tal de velhinha indiana carregando criança no colo, tropeçando e rindo que não sabíamos se riamos junto ou se ajudávamos.
Hoje o dia começou com uma leve chuva. Foi bem vinda. O calor aqui em Cochin é úmido e juntando a poeira e o suor no final do dia a sensação que temos ao tomar banho é um banho de cachoeira depois de atravessar o deserto.
Fomos caminhar por ruas estreitas com lojinhas. É alucinante. Tudo é bonito. Os vendedores ficam do lado de fora e sorriem. Depois dizem: Let me show you something. Give me a chance. Make me happy. Você sorri de volta e diz: maybe later, tomorrow, when I come back. Eles sorriem novamente e dizem: Let me show you just one thing. Very fast. One minute.
Você entra e ele pergunta: what do you want? Já é difícil responder.
Depois de decidir ele mostra várias opções, vários modelos, inúmeras cores. Se não tem o seu tamanho eles ajustam. Se não tem a cor que você quer eles oferecem o pano e dizem que podem costurar em qualquer modelo no mesmo dia. Se não tem o que você procura, o vendedor oferece para te levar em outra loja. Também tem chazinho e sempre querem que você se sente.
Depois das lojas fomos ao forte. Quase nenhum monumento ou estrutura histórica é bem conservada. Pinturas lindas estão descascadas e luzes frias iluminam de maneira torta os desenhos milenares.
Durante a visita ao forte uma menininha indiana ficou me observando. Eu sorri e ela respondeu com um sorriso ainda mais aberto. Conforme fomos andando ela ficou observando e sorrindo. Também adorou a Beatriz que no final lhe deu uma pulseirinha brasileira.  Em Udaipur os indianos também olhavam muito. Sem desviar os olhos. É difícil de se acostumar. Aqui eles também olham, mas os homens parecem ter herdado uma ginga dos portugueses e se você sorri eles respondem com um sorriso bem maroto. Quase um flerte.
Ao sair do forte algumas famílias vieram pedir para tirar foto da Beatriz. Quando um grupo se forma outras pessoas se aproximam para ver o que está acontecendo de interessante. Em minutos mais ou menos vinte pessoas ficaram a nossa volta e foi um show de fotos. Eles tirando da gente e a gente tirando deles. Todos sorrindo. Muitas vezes perguntam seu nome.
Depois disso tudo procuramos um restaurante que tivesse cerveja para refrescar o calor. Aqui é uma região predominantemente católica. A maior parte dos restaurantes não vende bebida alcoólica. Parece que tem mais a ver com a licença do governo do que com a religião.
No sul a culinária é diferente. Como estamos no litoral a oferta de frutos do mar é grande. É possível escolher o peixe antes dele ser preparado no restaurante. Ontem comemos lula frita e hoje preferimos um frango feito com coco e cravo. O gosto do coco ficou muito suave e combinou perfeitamente com o cravo sem sentir que o prato era doce.

Agora choveu levemente e estamos tomando um café no hotel apreciando a vista do canal.


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2 comentários em “Índia – Cochin – 30 de setembro

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